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 Wesley - Hoje tenho o prazer em dizer que sou evangélico
 Bruno eu era um homem infeliz com o meu casamento, mas...
 Ana lucia : Pra mim foi um grande milagre.... Obrigado senhor
 Pricilla: Sou muito feliz por tudo que o Senhor tem feito em minha Vida
 
   
A importância da dor
Muitas vezes nós, seres humanos, nos perguntamos por que sentimos dor. Eu sempre questiono a Deus sobre estas coisas. Freqüentemente sinto dor nas costas e nas pernas, por causa das muitas horas em pé, ministrando. Meus joelhos freqüentemente reclamam por causa do peso do meu corpo, bastante acima do ideal. Muitas vezes recorremos a analgésicos e remédios para aliviar essa dor. Mas será que isto é sábio? Não será a dor um sinal de que algo não esta funcionando bem em nosso organismo?

Eu estava lendo sobre a vida de Paul Brand, um medico cristão que dedicou boa parte de sua vida ao cuidado de pacientes com hanseníase (lepra). Ele disse que a dor é importante, baseado justamente no que via na hanseníase e seus terríveis resultados: rostos desfigurados, perda de dedos e membros. Tudo isso em decorrência da ausência de dor. As pessoas que haviam perdido a sensação de dor se feriam sem notar; essas feridas se tornavam hematomas e, posteriormente, infecções. Nenhuma dor os alertava para as terríveis conseqüências.

O doutor Brand fez muitos estudos sobre a importância da dor. Como eu não sou médico, meu limite chega aqui. Mas fiquei pensando na dor da alma que muitas vezes sentimos. Geralmente corremos para buscar “remédios” para essa dor; mas será que ela não é um aviso de que algo não esta funcionando bem? Sempre estamos procurando aliviar as dores de rejeição, traição, desprezo, abandono, injúrias e tantas outras coisas. Gastamos tempo reclamando da nossa dor e muitas vezes transformamos em murmuração algo que deveria ser motivo de gratidão (Efésios 5.17).

A dor pode ser algo bom – não que devamos ser masoquistas – porque nos informa que esta havendo reação a alguma doença; uma reação do próprio organismo. Se simplesmente ficarmos aliviando a dor, provavelmente não iremos descobrir a sua causa e posteriormente teremos conseqüências desagradáveis. A dor nos deixa vulneráveis e dependentes. Se você observar os heróis da fé, você verá que as vidas deles eram marcadas pela dor e pelo sofrimento, o que os aproximava de Deus em total dependência. Por outro lado, eu vejo que, hoje, se alguém está sofrendo, imediatamente é julgado e muitas vezes desprezado. Quando está tudo muito bem, tendemos a relaxar demais, mas a dor nos leva a procurar o médico; ele nos dirá o que está acontecendo.

Mas não podemos somente nos limitar a procurar alívio para a dor; devemos, sim, ir fundo para poder resolver o problema de vez. Eu tenho visto a igreja cada vez mais buscando alívio imediato para a dor e, por isso, não se aprofunda mais no conhecimento do caráter de Deus. Se em vez de tomar um “analgésico espiritual” quando sentimos dor corrêssemos para o médico dos médicos, estaríamos solucionando o problema. Quando, porém, nos acostumamos a tratar das feridas de uma maneira superficial, escondemos algo mais profundo e perigoso.

Eu não tenho muito conhecimento sobre cura da alma, cura interior e coisas semelhantes, mas aprendi a lidar com a dor com gratidão e também a correr direto para o Médico dos médicos quando alguma dor aparece. Um dia eu estava ouvindo uma pregação do Pr. Zezinho e ele disse que foi reclamar com Deus porque haviam batido no filho dele na escola. Ele estava magoado e com raiva, mas Deus lhe disse: “Bateram no meu Filho também; eu também senti a dor que você está sentindo!”

Muitas vezes achamos que só nós estamos sofrendo, que as coisas só acontecem conosco. Isto é por causa da mensagem positivista da igreja, que nos diz: “Pare de sofrer” e tantas outras coisas que não são bíblicas. Nos lugares onde as igrejas são perseguidas é onde acontecem mais milagres e maravilhas, porque eles são mais apegados a Deus. Na igreja ocidental, porém, estamos mais preocupados com o sucesso dos nossos ministérios, prosperidade e fama (e em como justificar tudo isso) do que com o próprio Deus.

Conheci uma irmã que morreu de câncer generalizado. Ela sentia dores agudas e tinha a coluna totalmente comprometida. Freqüentemente eu e minha esposa íamos visitá-la para tentar aliviar de alguma maneira a sua dor, mas na verdade quem saia de lá aliviado éramos nós. Ela nos edificava com suas palavras e orações. Ela disse que a doença a aproximou mais de Deus e que precisou passar por isso para aprender a valorizar mais o caráter de Cristo. Ela queria ser curada? É claro que sim! Mas nunca deixou de ter um coração grato e aproveitava os momentos de dor para interceder pelos povos mais carentes, como Cuba. Durante o tempo em que esteve internada, evangelizou e ganhou almas na sala de quimioterapia. Nunca deixou de abençoar e dar ofertas aos pobres. Eu ouvi da boca dela, pouco antes de morrer, profecias a respeito da minha vida e da vida de outros ministros que estão se cumprindo.

Será que ela estava próxima de Deus? Deixo para você responder. Então, quando a dor vier, em vez de buscar alívio imediato, corramos para Ele e, depois do diagnóstico, poderemos tomar uma providência. Se Jesus disse que no mundo teríamos aflições, quem foi que disse que não teríamos (João 16.20-33)? Mas no meio da dor e da aflição conhecemos a vitória e a cura. Eu não digo que devemos procurar a dor e a aflição, mas quando elas vierem, sejamos gratos e vejamos o que Deus quer nos ensinar. Termos uma alma sarada não depende da circunstancia de sentirmos a dor ou não, mas passa pela verdade de saber que Ele sentiu dor e venceu o mundo. Não se condene se estiver sentindo dor ou passando por aflições; somente tenha bom ânimo e um coração grato (II Coríntios 4.17).

Paz para o seu coração,



Postado por : Adriano Lugoli Jorge Russo (Jorjão)

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